Trabalhadores e empresários se unem e lançam Coalizão Indústria-Trabalho

Os dois lados da economia brasileira, empresários e trabalhadores, se unem por uma causa comum, que é salvar nossas indústrias, postos de trabalho e o Brasil. (Foto: Erick Vizoki)

 

Empresários e representantes das centrais sindicais CGTB, UGT e Força Sindical lançaram no dia 06/04 (segunda-feira), no Auditório Celso Furtado, no Palácio de Convenções do Anhembi (zona norte da capital paulista), um manifesto intitulado “Coalizão Indústria-Trabalho, documento que pede ao governo maior atenção à indústria de transformação que vem perdendo competitividade e empregos nos últimos anos.

Diretores do Sindicomunitário (da esq. p/ dir.: Maria Luisa, Solange Cano, José Jailson, Marta Sanches e Zezito Roza) participam da cerimônia de criação da Coalizão Indústria-Trabalho e comemoram a união das duas frentes que movem a economia brasileira. (Foto: Erick Vizoki)

 

Diretores de base do Sindicomunitário, Maria Luisa, Zezito Roza, Marta Sanches, Solange Cano e o diretor técnico José Jailson, marcaram presença e acompanharam as deliberações.

O movimento reuniu cerca de duas mil pessoas e 42 entidades patronais da indústria da transformação de segmentos diversos, bem como as centrais sindicais, cujo objetivo foi apresentar e discutir propostas que viabilizem a retomada da competitividade da indústria nacional.

“Este não é um movimento de oposição a quem quer que seja e não é partidário. É, na verdade, um grande grito de alerta à sociedade e ao governo, um grito de alerta para essa destruição da pátria que está acontecendo neste país”, disse Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), em discurso na abertura do lançamento da Coalizão.

 

Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq (esq.), ao lado dos presidentes da Força Sindical, Miguel Torres, e de Bira, presidente da CGTB: grito de alerta à sociedade e ao governo. (Foto: ASCOM/Abimaq)

 

“A exemplo de 2012, a situação macroeconômica está inviabilizando a indústria nacional”, complementou Pastoriza, que apresentou gráficos com os dados sobre a queda na participação da indústria no PIB e da balança comercial brasileira, que entre 2008 e 2014 apresentou déficit de US$ 206 bilhões. A Abimaq está à frente do movimento “Coalizão Indústria-Trabalho”.

Entre os representantes da indústria, além do presidente da Abimaq estiveram presentes no ato os presidentes da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), Fernando Figueiredo, da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), Synésio Batista da Costa, da Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, da Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças), Paulo Roberto Rodrigues Butori, e da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), Walter Cover, entre outras lideranças empresarias e sindicais.

Estas entidades, de abrangência nacional, representam, juntas, 51% do faturamento e dos empregos diretos gerados pela indústria de transformação estabelecida no Brasil, com geração de mais de 4,5 milhões de empregos diretos, o que desperta grande preocupação por parte das entidades classistas representativas da classe trabalhadora.

 

Bira, presidente da CGTB, entre Jorge Gerdau (esq.), Miguel Torres e Carlos Pastoriza: “A política atual está matando a nossa indústria e matando os empregos”. (Foto: Erick Vizoki)

 

Nesse sentido, o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), destacou que “a desnacionalização e a desindustrialização do nosso País estão aumentando a cada dia que passa. A política atual está matando a nossa indústria e matando os empregos também”.

O empresário Jorge Gerdau, representante do Instituto Aço Brasil, concordou com o ponto de vista de Bira, representante dos trabalhadores, e acrescentou: “Somando juros, impostos e esse câmbio, o resultado é a morte da indústria de transformação”, afirmou Gerdau, ressaltando que a união de empresários e trabalhadores é pela sobrevivência das empresas e dos empregos.

Jorge Gerdau, do Instituto Aço Brasil: “É impossível competir com essa desigualdade frente aos nossos concorrentes”. (Foto: Erick Vizoki)

 

O manifesto 

Segundo o documento, a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) já foi de 35% na década de 1980 e, hoje, não passa de 12%. No manifesto, são listados quatro fatores que impactam negativamente os resultados das empresas: câmbio apreciado, juros elevados, cumulatividade de impostos e elevada carga tributária.

“É impossível competir com essa desigualdade frente aos nossos concorrentes”, discursou o empresário Jorge Gerdau.

Considerando o ato “um momento histórico”, Gerdau criticou a política econômica do governo e disse que é inaceitável a situação que a indústria brasileira se encontra. Segundo ele, as empresas têm que assimilar de 10% a 15% de impostos “escondidos”, conviver com a maior taxa de juros do planeta e trabalhar com uma política cambial que estimula a concorrência e não às empresas nacionais exportadoras.

“Soma juros, impostos e esse câmbio e o resultado é a morte da indústria de transformação”, disse Gerdau, lembrando que a união de empresários e trabalhadores é pela sobrevivência da empresas e dos empregos. “É hora de perder as vaidades. O que está em jogo é o futuro do país”, completou ele.

Da esq. p/ dir.: Jorge Gerdau (Instituto Aço Brasil), Bira (presidente da CGTB), Miguel Torres (presidente da Força Sindical), Carlos Pastoriza (presidente da Abimaq) e Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força, ex-presidente da Força Sindical e deputado federal), dão as mãos após a apresentação do Hino Nacional. (Foto: Erick Vizoki)

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